QUANDO A FADIGA SE TORNA ASTENIA?
Pode parecer uma pergunta estranha. Na maioria das vezes, o cansaço ou fadiga é natural. É um sinal do nosso corpo que avisa que é hora de descansar, e deixar o sono restaurar nossa energia e vitalidade.
Normalmente, a fadiga deveria ser apenas uma limitação leve das atividades físicas ou intelectuais. Mas, em alguns momentos, a fadiga pode representar uma doença: quando não melhora mesmo após o repouso. Os médicos às vezes chamam esse tipo de fadiga de "astenia".
COMO SABER SE TENHO ASTENIA?
É fácil saber a diferença entre o cansaço normal e a astenia. De maneira simples, basta se perguntar? "Eu me sinto cansado o tempo todo, mesmo depois de descansar e de dormir o suficiente?" Se sua resposta for sim, pode haver vários motivos para isso, inclusive a astenia. Seu acupunturista poderá ajudá-lo a entender o porquê e encontrar a melhor solução.
O MEU CANSAÇO DEVERIA SER UMA PREOCUPAÇÃO?
Se o seu cansaço é diretamente relacionado à quantidade de esforço diário, e melhora após uma noite de sono, sua fadiga é provavelmente normal. No entanto, se esse cansaço é muito maior do que o esforço que você faz diariamente, e se não resolve com repouso e sono, faça ACUPUNTURA.
FAGIGA X ASTENIA
A fadiga segue de um esforço A astenia não é precedida por um esforço
Sensação de que piora e melhora Comer bem e Vitaminas não resolve
Melhora com o repouso Não melhora e pode piorar com o repouso
Transitória Persistente
Fisiológica Patológica (doença)
Ação na fadiga muscular
É certo que a aplicação dos magnetos potencializa a
atividade enzimática por meio da glândula pineal que atenua os efeitos do
cansaço ou fadiga para o corpo retornar ao seu ritmo biológico.
- Sensação de descanso e melhora do sono.
- Restaurar a energia e vitalidade.
- Impede a limitação das atividades físicas ou intelectuais.
- Previne o surgimento de doenças em decorrência da fadiga.
Nosso corpo (órgãos, vísceras, músculos e ossos) é coberto por uma fina película esbranquiçada, constituída por tecido conjuntivo, denominada fáscia, que é capaz de transmitir força e tensão através dos tecidos que estão em contato com ela. É através da fáscia que órgãos e vísceras podem transmitir tensão para o sistema músculo- esquelético gerando dores musculares, articulares, tendíneas ou miofasciais em qualquer parte de nosso corpo.
Se nossos órgãos e vísceras estão em **disfunção (tensão da fáscia que os envolve e que não permite o seu funcionamento e mobilidade adequados), eles podem nos avisar através de uma série de sinais e sintomas próprios que são traduzidos em dores reflexas e alterações musculares e articulares.
Neste texto vamos abordar o que pode acontecer quando o fígado encontra-se em disfunção:
Má digestão; Sensação de cansaço; Problemas de pele como acne e alergias; Gosto amargo na boca; Dores de cabeça (pode iniciar-se através de tensão sentida na nuca e na região do olho direito), Desejo de tomar café, chocolate, embutidos e queijos; Enjoos e/ou vertigens; Diarréias ou Prisão de ventre; Sudorese noturna; Dores musculares que o fazem acordar por volta de duas ou três da madrugada, são alguns dos sintomas que podem surgir.
O paciente também poderá apresentar: Dor por contratura muscular ou bloqueio cervical, geralmente do lado direito; Dor na região da escápula direita que pode ser contínua ou recorrente, e que muitas vezes se exacerba com alguma postura ou posição mantida, piora ao final do dia e algumas vezes, pode manifestar-se logo ao acordar.
O fígado em disfunção também transmite tensão para o músculo diafragma e este irá retransmitir esta tensão, via fáscia, para a musculatura do ombro; Problemas articulares ou tendíneos principalmente no ombro direito (qualquer articulação é susceptível a acumular detritos tóxicos microcristalizados, gerados pelo fígado).
Tratamento
Através da avaliação osteopática, podemos localizar as zonas de bloqueio fascial que se relacionam com o fígado ou outras vísceras e que estão transmitindo tensão para os músculos que acometem a articulação dolorosa. Uma vez identificada a região causal, o fisioterapeuta irá utilizar técnicas manuais para liberar a zona de bloqueio fascial e assim liberar os musculos e articulações das tensões mantidas, o que levará ao alivio e resolução da dor.
**Disfunção não é uma patologia ou doença e sim uma tensão do sistema fascial que pode prejudicar o funcionamento de uma estrutura.
Autores: Thaysa Ferreira Greve, Laís Mori Sério.
Referências: Jean Pierre Barral, “Visceral Manipulation I”; Roberto Junquera, “El estrés, otras alteraciones emocionales y tu dolor de espalda”; Léopold Busquet, ”As cadeias fisiológicas”; R. Schleip, T. Findley, L. Chaitow e P. Huijing, “Fascia. The tensional network of the human body”; Serge Paoletti, “The fasciae anatomy, disfunction and treatment”; Keith Moore, “Anatomia orientada para a clínica”.